“Cosmogonia Africana” apresenta versão iorubá para o mito da criação do mundo

Em 2018, o espetáculo Cosmogonia Africana – A Visão de Mundo do Povo Iorubá mostrava ao público, pela primeira vez, como os africanos iorubás enxergam o mito da criação do universo. O sucesso rendeu ao projeto a segunda temporada de apresentações que, neste ano, também ocorrem no teatro Angel Viana – Centro Coreográfico do Rio de Janeiro. Os espectadores poderão acompanhar as performances de dança da autora e bailarina Aninha Catão e da companhia Tambor de Cumba.

A finalidade do Cosmogonia Africana é despertar no público o imaginário sobre o surgimento das primeiras formas de vida no mundo. Ao som de tambores, coreografias típicas da cultura afro-brasileira explicam a importância e o papel dos elementos primordiais da natureza: o fogo, a terra, o ar e a água para o povo iorubá.  Ancestrais relacionados a tais elementos – os orixás – também estão presentes nesta edição, com algumas surpresas.

O projeto é uma realização da companhia de dança Tambor de Cumba e tem a direção artística da bailarina e professora Aninha Catão, atuante no cenário cultural afro-brasileiro, no Rio de Janeiro. Cosmogonia Africana – A Visão de Mundo do Povo Iorubá é baseado no importante trabalho, homônimo à iniciativa, do conhecido babalawo Marcelo Monteiro, que percebeu a necessidade de levar para a sociedade, por meio de oficinas, as tradições culturais iorubás, e contribuir no entendimento sobre ancestralidade africana.

“A grande importância de assistir o Cosmogonia Africana é poder, como brasileiros e negro, aprender sobre a história que durante muito tempo nos foi negada. Esta é a oportunidade de conhecer um pouco sobre nós mesmos, a nossa ancestralidade e a nossa cultura, que veio da África e até hoje é silenciada. Então, o espetáculo tem o papel de evidenciar a existência de um riqueza cultural magnífica, no Brasil, herdada do continente africana, em especial do povo iorubá. Acreditamos que este projeto alcançará o público, da forma mais democrática possível, por meio da gestualidade mitológica, não apenas entretendo-o, como também informando. Também propomos a desconstrução da marginalização da cultura negra, destacando o protagonismo no negro e as suas formas de recriar a sua própria existência, com símbolos, formas e reconhecimento.” Afirma a diretora Aninha Catão.

Para além do espetáculo

Nesta segunda temporada, o Cosmogonia Africana estará mais interativo e oferecerá diversas oficinas ao público. Aulas de dança afro serão ministradas por Aninha Catão e de preparação vocal por Ledjane Mota, no Centro Coreográfico do Rio de Janeiro, durante os dias 06, 13, 27 de abril e 4 de maio. Mais informações podem ser conferidas nas páginas: https://www.facebook.com/cosmogonia.tambor/ / https://www.instagram.com/cosmogoniaafricana/ . Mais informações podem ser conferidas nas páginas: https://www.facebook.com/cosmogonia.tambor/ /https://www.instagram.com/cosmogoniaafricana/ .

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