Museu Afrodigital apresenta a exposição coletiva sobre a Festa de São Jorge

Foto: Isaac Ramos

25/04/2020

Devoto ou não de São Jorge, todo mundo sentiu falta do movimento que a data traz para a nossa cidade. Em plena quarentena, o movimento do Departamento Cultural da UERJ continua e leva um pouco da celebração pelo Santo ou por Ogum.


O seu Museu Afrodigital Rio de Janeiro abre hoje, a exposição "Na proteção e de ronda: a fé em São Jorge e a fé em Ogum".


A mostra é uma exposição coletiva sobre a Festa de São Jorge no Rio de Janeiro, com foco na última década, para marcar sua importância e presença nas ruas da Cidade, desenvolvida no âmbito do Museu Afrodigital Rio de Janeiro, uma ocupação São Jorge que se inicia em abril e seguirá recebendo contribuições ao longo de 2020.


Na apresentação, as curadoras Ana Paula Alves Ribeiro e Maria Alice Rezende Gonçalves falam sobre a diminuição do fluxo de pessoas nas ruas, “Nosso foco nesta exposição é a participação negra na festa, onde ressaltamos a importância dos espaços negros, como escolas de samba e terreiros, na cidade do Rio, e sua região metropolitana, assim como pensar as fronteiras entre catolicismo popular e cultura afro-brasileira, sobre os diálogos e afastamentos entre São Jorge e o orixá Ogum”.


Neste momento em que o isolamento social e o combate ao COVID-19 tiram muitas e muitos de nós da rua, temporariamente, e em um momento em que a ausência de aglomerações é recomendada, falar da festa, da religiosidade, da suspensão de alguns rituais e das cidades se faz necessário.


Esta exposição é também fruto de um projeto de extensão desenvolvido no âmbito do Museu Afrodigital Rio de Janeiro/Decult/PR3/UERJ, Festas populares de matriz africana no Rio de Janeiro: Samba, Carnaval, Iemanjá, São Jorge, entre outros festivais.


A exposição seguirá até dezembro de 2020 e em abril recebemos as séries fotográficas ‘Da presença de São Jorge nas Cidades’, de Aparecida Silva; ‘Fechados com as armas de Jorge’, de Bárbara Copque; ‘Caminho de Azul Rei’, de Diogo Nunes; ‘Vermelho 23 de Abril’, de Isaac Ramos e ‘Santo Orixá Cristão Guerreiro’, de Tetê Silva. Da Festa no entorno das igrejas de Quintino, zona Norte do Rio, e do Centro, passando pelo zelo com uma praça homônima de São Jorge, em Sulacap, percebemos a fé na participação das missas, nas bençãos e passes, nas roupas, nas cores, nos corpos – são brincos, pulseiras, anéis, longos cordões com a medalha de São Jorge. A fé se apresenta em detalhes, na sociabilidade trazida pela festa, na musicalidade e nas trocas, no encanto dos primeiros e recorrentes encontros com São Jorge, com Ogum.

Estas séries fotográficas foram realizadas por fotógrafas e fotógrafos inseridos em movimentos culturais, alguns com participação em coletivos visuais, onde um debate sobre a presença e a produção de fotógrafas e fotógrafos negras e negros tem sido uma constante nos últimos anos.
Vale acrescentar que, para a chamada permanente, aberta até dezembro de 2020, são bem-vindos registros:


Das festas no entorno do Campo de Santana e das celebrações;

Da semana de festa na Igreja de São Jorge, em Quintino, e suas celebrações;

Da devoção de São Jorge e sua presença em escolas de samba (incluindo a Carreata de São Jorge do Império Serrano);

Das festas nos terreiros;
Da presença de São Jorge nas cidades; incluindo as da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana como um todo;
Fotografias históricas;
Registros de pesquisas acadêmicas.

Para participar, entre em contato (até 01/10) pelos e-mails: museuafrorio@gmail.com ou museuafrodigital.rio.coord@gmail.com

 

Então, fique em casa, se cuide e curta a exposição, celebrando o dia de São Jorge para quem é de Jorge e de Ogum, para quem é de Ogum!
#quarentenacultural

Acesse: http://www.museuafrorio.uerj.br/?work=fe-em-sao-jorge

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