ELAINE MARCELINA

Memória, Cotidiano e Literatura

Crônica:

O Reginaldo derreteu

13/07/2019

Hoje quando cheguei, minha mãe veio me falando toda feliz, “filha não sabe o que aconteceu!” Diz mãe. Ela continuou “sabe o “Reginaldo”? Sei, o que tem? Pergunte a Anna, ele derreteu, acho que ele já estava aborrecido de tanto a gente falar mal dele. Me explica, como foi isso? E minha mãe começou a explicação, “foi assim, hoje resolvi fazer um purê e como só tinha o “Reginaldo”, coloquei ele mesmo e para minha surpresa ele derreteu, tinha que vê a Anna me chamando, vó vem vê o “Reginaldo”, ele derreteu!”.

Acredito que estejam curiosos para conhecer a identidade do “Reginaldo”, pois é vamos lá. Certa vez comprei um queijo ralado, não lembro a marca, mas era muito ruim, não derretia por nada e minha mãe que gosta muito de cozinhar, vivia debochando do queijo e como ela só usa queijo ralado da marca Regina, um belo dia ela batizou o queijo ruim de “Reginaldo” e ela dizia assim “não tem Regina não gente, só tem o “Reginaldo” e foi assim que nasceu o “Reginaldo””. Mas como tudo na vida tem uma solução, o “Reginaldo” para surpresa de minha mãe, no fim da vida resolveu derreter, fazendo assim a alegria e satisfação de todos e ao mesmo tempo, de certa forma, cumprindo com a missão de sua vida. Então quem um dia comprar um “Reginaldo” pode ter esperanças de que um dia, mesmo que no fim da vida ele vá cumprir com suas obrigações e pode surpreender você e sua família.

ELAINE MARCELINA

Escritora, professora, historiadora, mestre em história, roteirista, colunista e produtora do Pauta Rio. Elaine também é militante do Movimento de Mulheres Negras, do Movimento Negro Unificado e Ministro a Oficina de Escrita Criativa: Meu Primeiro Livro.

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