Religiosidade Afro Brasileira

Autor Convidado: Pai Márcio de Jagun

A páscoa e o

candomblé

11/04/2020

Não sou cristão, nem católico, nem judeu. Não professo nenhuma Religião que comemore a Páscoa. No entanto, reconheço nesta celebração, mais do que uma data religiosa: um momento cultural e social de renovação, de integração e de congraçamento.


No Candomblé não há Páscoa. No entanto, o Candomblé é uma Religião que nos ensina a nos renovarmos, a nos integrarmos e a nos congraçarmos.
Por isso, desejo a quem comemora liturgicamente a Páscoa, assim como a quem não a comemora, os mesmos sentimentos bons. Que a nossa sociedade consiga se renovar em busca da paz.


Neste aspecto, os religiosos devem ser os primeiros a se comprometer em prol da harmonia fraternal. A guerra é insana. Mais insano ainda, é promover a guerra em nome da religião, como se Deus (tenha ele o nome que tiver), estimulasse a luta entre seus filhos.


Nenhum Livro Sagrado ensina o ódio, o preconceito, nem a intolerância. Nenhuma Cultura Ancestral, através da oralidade, prepara homens para combater homens porque pensam, ou creem de forma diferente.


Que na Páscoa (e depois dela), cristãos, católicos, evangélicos, judeus, ateus, agnósticos, muçulmanos, candomblecistas, umbandistas e todos os demais religiosos, renovem suas concepções na busca de reinventarem a paz!

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PAUTA RIO
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